DôMóValô carrega o ato de dar apreço, aprovar, enobrecer. O projeto não foi desenhado como campanha efêmera, mas para estabelecer posicionamento no Patrimônio Vivo.
Em vez de usar estereótipos ou estéticas pasteurizadas, a operação exigiu pesquisa para mapear expressões culturais com força e relevância histórica, identificando expressões que são pulsantes em seus territórios, mas invisibilizadas pelos grandes canais de mídia.
Mapeamos dez pilares dessa identidade: Bordado do Seridó, Rendeiras da Vila de Ponta Negra, Congo das Caçarolas, Rabeca e Rabequeiros, Araruna, Boi de Reis, João Redondo, Ginga com Tapioca, Literatura de Cordel e a obra de Newton Navarro.
A prospecção estratégica permitiu enxergar duas realidades invisíveis para a maioria. Soberania digital da língua portuguesa: a internet em expansão era território quase exclusivamente colonizado por conteúdos em inglês, e havia urgência em fazer o upload da nossa própria identidade para o português não perder relevância nas plataformas do futuro.
Descentralização produtiva: já prevíamos que a facilidade técnica pulverizaria o conteúdo e a diferenciação estaria na autoridade. Usar a Rede Globo como parceira trouxe validação institucional naquele momento, sabendo que a internet ocuparia o centro de gravidade da atenção nos anos seguintes.